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Mulheres ocupam cargos de presidência em 350 Associações Comerciais e Empresariais no País

segunda, 16 de março de 2026

De acordo com a presidente da ACIAP, Solange Gibrim, número representa 15% do total das entidades associativas ligadas à CACB

Cerca de 350 mulheres ocupam cargos de presidência em Associações Comerciais e Empresariais, em todo o País. De acordo com a presidente da Associação Comercial, Industrial, Agrícola e de Prestação de Serviços de São José dos Pinhais (Aciap), do Paraná (PR), Solange Gibrim, o quantitativo representa 15% do total de 2.300 entidades associativas ligadas à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).   

Embora ainda reduzido, Solange avalia que essa proporção tende a crescer, uma vez que o associativismo tem consolidado espaços importantes para o avanço da liderança feminina, além de oferecer ferramentas essenciais para o fortalecimento das mulheres no mundo dos negócios. 

“Hoje, nós temos programas de incentivo ao empreendedorismo feminino, qualificação, apoio financeiro e crédito facilitado. Então, recomendo que todas nós, empreendedoras, busquemos esse auxílio, sobretudo na linha associativista”, destaca Solange.

Participação 

A presidente da Aciap faz questão de reforçar que o associativismo nasceu da união voluntária de pessoas ou empresas em torno de objetivos comuns, com o propósito de gerar benefícios coletivos, ampliar a competitividade e fortalecer a representação do setor produtivo. Nesse ambiente, para além do exercício do empreendedorismo, faz-se necessária a participação institucional de quem integra o associativismo.

“Minha trajetória no empreendedorismo começou em 1992 na área contábil e, a partir de 2003, também na área jurídica. No associativismo, estou desde 1998 e, depois de passar por algumas cadeiras da diretoria, hoje estou na presidência da entidade”, conta.

Desafios 

Apesar dos avanços, a realidade do empreendedorismo feminino ainda é marcada por desafios. Conciliar negócios, família e gestão da própria carreira continua sendo um dos retratos mais comuns da trajetória das mulheres no mercado. 

No Paraná, esse cenário é ainda mais evidente: cerca de 51% das empreendedoras também são responsáveis pela liderança de seus lares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A chamada dupla ou, muitas vezes, tripla jornada segue sendo um fator que impacta diretamente a experiência feminina no empreendedorismo.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), de 2021, mostram que microempreendedoras dedicam, em média, 17% menos tempo aos seus negócios do que os homens.

“Somos empresárias, somos empreendedoras, mas também temos a nossa casa, o nosso casamento e nossos filhos. Então, esse é um desafio ainda maior para nós”, afirma Solange.

Atualidade

Mesmo diante dessas dificuldades, o cenário do empreendedorismo feminino tem apresentado avanços importantes. No último trimestre de 2024, menos de 30% das mulheres empreendedoras não possuíam ensino médio completo. 

O acesso à educação, aliado a programas de incentivo, capacitação e linhas de crédito voltadas para mulheres, tem ampliado as oportunidades para quem deseja iniciar ou expandir um negócio. Segundo a presidente da ACIAP, investir em qualificação continua sendo um passo fundamental para fortalecer a presença feminina no ambiente empresarial.

“Assim como para as novas empreendedoras, para as mais tradicionais também é essencial a qualificação. Nós somos muito boas em fazer negócios, somos essenciais naquilo que fazemos, mas às vezes nos perdemos em áreas como educação financeira, marketing e networking. Por isso, é importante buscar formação constante”, explica.

Fonte: Assessoria CACB | ACIAP

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